Manuella por Manuella

Estranho ser tão nova e tão velha, tão boba e tão sábia - tudo ao mesmo tempo.
Sou "meio criança", mas, às vezes, viro a "conselheira da turma". É estranho ser assim tão momentânea!
Uma garota que adora Rita Lee, Chico Buarque, Nara Leão, Ana Carolina, Vander Lee e tantos outros cantores maravilhosos de nossa música brasileira... mas que não gosta de ouvir muito as internacionais. Que diz para os amigos "Valorize sua cultura, o seu país!". Que lê jornal, mas não gosta de más notícias. Que lê livros infanto-juvenis para "ter asas para voar" para um mundo mais justo; para poder sonhar mais e mais.  Que ama, que ama mesmo poetas e poetisas como Cecília Meireles,  Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector e Vinícius de morais.
Acho-me estranha - mas só um pouco. Penso que, por gostar de coisas que outros da minha idade não gostam, não tenho que ser como a maioria. 
Não gosto de quem fala mal dos outros, não gosto de fofocas, detesto assistir besteiras na tevê - mas, às vezes, não dá para "fugir da programação besteirol"-, não gosto de gente fresca (me refiro àquelas pessoas que acham que são "donas do mundo", que não se preocupam com o bem-estar do próximo, que são mal educadas com as outras, enfim, que só pensam em si mesmas) porque, para mim, independentemente do poder aquisitivo da pessoa, todo mundo é humano e tem capacidade de mudar de vida  e aprender.
 Sou uma menina que erra ao tentar acertar. Que é vista, por muitas vezes, como boba, por achar que tudo pode mudar, que o mundo é bom, que "se uma pessoa me tratou mal é porque estava num dia ruim", por rir demasiadamente, por querer agradar até mesmo os antipáticos... Mas não é sempre assim. Tem dias que esta mesma garota acorda frustrada, sem dar um sorriso, por achar que o mundo é ruim, que "se me tratou mal não merece ser bem tratado(a)!", por não querer agradar ninguém... Loucura? Não mesmo. São apenas meus momentos.
Anna Manuella
em 16 de Julho de 2011.